domingo, 11 de janeiro de 2009

Filme - Oléo de Lorenzo

São Lourenço, segundo a tradição católica, é o santo dos mendigos e adoentados.

Não sabia disso. Enterei-me do assunto na noite de hoje, enquanto assistia o [lindo] filme Oléo de Lorenzo (1992).

O filme, dirigido por George Miller, tem Suzan Sarandon e Nick Nolte no elenco e fala sobre a luta de dois pais para curar o filho portador de uma doença cerebral rara.

No entanto, o curioso do "Oléo de Lorenzo" não é propiamente seu enrredo [que por sinal é ótimo] mas minha "estória" com ele.

Fiquei sabendo dele há um tempo atrás, através de um comercial de tv.

Tenho empatia pelos dramas, principalmente quando eles tem Mrs. Sarandon no elenco.

Por algum motivo que não lembro não consegui assisti o filme, e desde então venho procurando-o nas locadoras e bancas de dvds da vida.

Nunca tinha achado até hoje, um dia em que meu estado de espírito não era dos melhores.

Surpreendentemente, hoje ele estava lá.

Pareçe estória da carochinha, mas o filme estava exposto numa banca de piratas de uma parada de ônibus daquelas que só costumam ter os lançamentos e os pôrnos.

Sou meio cético em relação a essa coisa de destino, mas se não foi isso, alguma coisa muito forte e parecida com esse tal destino me fez encontrar o "Oléo de Lorenzo" justamente hoje; ainda mais naquele lugar inusitado.

O filme é uma lição de tenacidade. Daquelas que passa a mensagem: não se entregue, lute. Tenha esperança; desperte a esperança, ela faz parte da nossa humanidade!

Não cheguei a mudar meu humor, mas estou mais confiante para esperar dias [e humores] melhores.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Quanto vale uma guerra?


Existe algum preço aceitável à se pagar por uma guerra?


Essa pergunta tem rodeado meus pensamentos nos últimos dias, desde o ínicio da guerra entre Israel e o Hamas, grupo político-militar palestino que controla a Faixa de Gaza.


Sei que a questão é complicada e remonta os primeiros anos do calendário moderno (DC).


Mas o que me chama atenção nesse momento é o número de vítimas.


Desde de o início do conflito já foram mortas mais de 700 pessoas, a maioria delas palestinas, e o mais impressionante, mais de 1/3, menores de 16 anos.


Não consigo pensar que essas aproximadamente 210 crianças mortas compartilhem ou sequer entendam direito o real interesse do conflito: o controle de um território que tanto para os árabes quanto para os judeus é sagrado.


Ou seja, eram pessoas inocentes.


É legitimo matar pessoas inocentes, crianças, mesmo que seja por uma causa sagrada?!


Alguma divindade, seja ela Alá ou Jesus Cristo, estaria satisfeita com isso?


Não consigo pensar que sim.


Que os Deuses estejam com eles!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

De volta - Os sonhos não envelhecem


2009 já começou dizendo a que veio: será um ano de [muitas] conceções a meu humor, que anda cada dia mais instável e difícil.

Leoninos são "caxão".

Enfim, que seja.

Nesse turbilhão de emoções, retomo as atividades do blog.

Nesse hiato de alguns meses sem postar (nem sei quantos - e nem quero contar também), muito som passou pelos meus ouvidos [e muito trabalho pelo minhas mãos].

Viciei e desviciei de várias coisas. Começei e (não) terminei várias leituras, como de praxe.
No entanto minha primeira "dica" de 2009 é um livro.

O livro se chama "Os sonhos não envelhecem".

O autor é Mácio Borges, irmão de Lô Borges e um dos principais compositores/"atores" de um movimento musico-cultural, pelo qual eu sempre fui encantado: o Clube da Esquina.

O "Sonhos não Envelhecem", é uma espécie de dicionário para quem quer entender um pouco mais sobre o Clube e seu principal integrante; Milton Nascimento.

O que mais fascina é o tom humano do texto.

A cada capítulo, através da narrativa e vida de Márcio Borger, o leitor vai conheçendo um pouco dos sentimentos e sensações que inspiraram cada uma das canções e momentos que fizeram o Clube da Esquina.

Belíssimo.