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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Gilberto Gil, o Ministro

Hoje conheci Gilberto Gil. Uma alegria imensa. De todos os grandes nomes da Música Popular Brasileira sempre me senti mais próximo da obra e discurso de Gil.

Me encanta seu virtuosismo musical, suas “sacadas” como compositor e, acima de tudo, seu desprendimento artístico.

Gil vai do "luxo ao lixo" em segundos, sem nenhum pudor. Foi sambista, tropicalista, roqueiro, politizado, embarcou na onda disco, gravou forró, axé, merengue, voz e violão, eletroacústico, etc.etc.etc. Tudo com o maior sorriso no rosto e satisfação do mundo.

Sua frase mais comovente é: “eu gosto de gostar”.

Genial!

ARTE X POLÍTICA
Mas quem eu encontrei hoje não foi o Gil artista, mas sim o Gilberto Gil político.

Por esse aí, confesso, eu não morria de amores. Me parecia meio aluado. Aquele tipo de pessoa que não fala coisa-com-coisa; abstrato e espiritualizado demais para o pragmatismo exigido pela política.

Me surpreendi.

(*)"Ate que nem tanto esotérico assim"

INVERTENDO PAPÉIS
De repente estava em diante de um político articulado, perspicaz e antenado. Boas opiniões, idéias, idem, e discurso consistente.

Como não sobrou muita coisa para mim diante da descoberta, decidi ser eu o “aluado”.

O resultado foi essa foto aí --->

Adorei!

Foi uma ótima oportunidade de praticar a filosofia do não se leve a sério demais.

É isso!


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(*) Idéia roubada do meu amigo João. Quem quiser saber mais, o link para seu blog é: http://anjoexterminado.blogspot.com/

quinta-feira, 24 de abril de 2008

“Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge”

Na última quarta-feira, 23 de abril, foi comemorado o dia do meu Santo: São Jorge.

A possibilidade de escolher um Santo é uma das poucas práticas democráticas da Igreja Católica.

Não sou católico, sequer batizado – há quem diga que, por causa disso, eu tenho bilhete garantido e expresso para o inferno; eu prefiro crer que os critérios da “salvação” são outros -, mas a imagem de São Jorge sempre me arrebatou.

Nem tanto pela imponência de sua lança, cavalo ou armadura. Simplesmente porque seu olhar me dá segurança. E como se estivesse sob vigia - e vigilia – de um Ser em que é possível confiar; de olhos fechados; peito aberto e com as guardas abaixadas.

Eis a natureza da minha fé!

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As vezes penso em São Jorge sem dragão, sem Lua, sem santidade. Um comum, um ordinário; um Jorge qualquer como eu e como você, mas com o poder de, como roga sua oração, manter afastados os inimigos, de assegurar minha liberdade, sem correntes ou grilhões, sejam eles(as) de que tamanho, material ou natureza forem.

Assim creio no meu santo

E viva São Jorge!!

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Oração a São Jorge
“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.”






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*A ilustração é de Sara Mello. Quem quiser ver mais ilustrações dessa artista o clique no link: http://saramello.blogspot.com/

domingo, 16 de março de 2008

Estréia

Apesar de minhas afinidades com a cultura baiana e similares, não estou em clima de carnaval. A priori, este espaço nasce com a missão de evitar minha explosão (ou implosão).

É também um lugar onde eu posso (e devo) exercitar a tarefa de escrever, que é fundamental na profissão que escolhi para mim: comunicador.

No mais vou falando de tudo que me chama atenção; de uma maneira boa ou ruim, tanto faz. Tudo para não ficar louco.