Neste 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Àgua. A data nos convida a uma reflexão; dados da ONU mostram que em 2050, dois bilhões de pessoas, o equivalente a população da China, não terão água potável nem para necessidades mais básicas.Uma alegoria que nos dá uma noção mais clara - é factível – da transformação que a escassez de àgua pode causar é que, se continuarmos usando a os recursos hídricos da forma que usamos hoje em dia, nossa higiene corporal, que é feita através de relaxantes e, muitas vezes, demorados banhos, vai ser substituída por asseios com papéis úmidos; alguma coisa que me faz lembrar do hábito que os gatos têm de se lamber.
Sinceramente não consigo ver nenhum tipo de prazer nesse novo - e provável - costume do futuro.
Mas não é preciso abstrair tanto para "topar" com as conseqüências atuais do mau uso que fazemos da água do nosso planeta.
Em Natal, aproximadamente 50% dos reservatórios que abastecem a cidade, estão contaminados por nitrato. Substância cuja ingestão em grandes quantidades, e/ou o contato prolongado, são sinônimos de CÂNCER.
A Terra já disparou a sirene de alerta. Precisamos parar para escutá-la. A concretização - ou não - desse futuro apocalíptico é responsabilidade do homem; de mais ninguém.
Está na hora de começarmos - pelo menos começarmos - a tratar a gestão dos recursos hídricos da Terra como uma questão política. Mais que isso: uma questão de sobrevivência.
Uma sugestão é que a partir de agora a água ganhe o título de patrimônio da humanidade. Quem sabe assim a gente consiga pensar na sua utilização como uma coisa séria.
http://br.youtube.com/watch?v=5humo0Xk-V0

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