Em tempos de pré-campanha eleitoral, tenho amadurecido uma constatação preocupante:- uma parcela significativa (para não dizer a maioria) dos jovens entre 20 e 25 anos, não tem a mínima noção da importância da política em suas vidas -
Como prova do que digo, proponho um teste: quantas pessoas, com o perfil citado no parágrafo acima, se lembram do voto da última eleição (2006) que elegeu presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais? (quantos lembram que tiveram que votar para todos esses cargos?)
Se 50% das pessoas entre 20 e 25 anos que leram esse texto responderem corretamente essa pergunta, eu tô satisfeito.
Não pretendo achar explicações para esse descompromisso, elas existem aos montes; o escândalo do uso indevido dos cartões corporativos pelos Governos Federais, a descoberta de esquemas de tráfico de influência de pessoas ligadas ao governo – leia-se propina - na contratação de serviços de saúde são apenas alguns dos exemplos que aparecem todo dia no jornal.
Mas sou da turma que gosta de agir, não de reclamar.
Se liga, galera!
Pense comigo, se o futuro de uma sociedade que, quando jovem, não leva política a sério já é complicado imagine o futuro de uma sociedade que, quando jovem, faz de conta que a política não existe.
Falar de assuntos como violência, sexo, festas, música, namoros, novelas, birita, celular, filmes é ótimo, mas prestar atenção no que acontece à sua volta e tem conseqüência direta na sua vida é IMPRESCIDÍVEL. (sim; prestar atenção no que acontece a sua volta é sim uma atitude política)
É quase um dever de casa.
Podem dizer que é cafona, piegas, retrógrado e o escambau, mas juro que preferia quando falavam - e a agente acreditava - que os jovens eram o futuro da Brasil; pelo menos havia uma implicação. Hoje em dia, nem isso.
Tenho impressão de que nem essa história de “comprar” comportamentos e modos de agir e pensar, que faz muito sucesso com essa minha turma, rola quando o tema é política. Neste caso o diagnóstico é dormência total.
E ao contrário do que dizem pensar e agir políticamente não é difícil.
Basta prestar atenção em coisas que dizem respeito à coletividade como, por exemplo, a regularidade da coleta de lixo do seu bairro, os gastos dos parlamentares que você elegeu (sim, eles são obrigados a divulgar esses gastos!).
Estar bem informado sobre o mundo ao redor, que não seja o seu particular, já é um bom começo.
Estar bem informado sobre o mundo ao redor, que não seja o seu particular, já é um bom começo.

4 comentários:
Se te serve de conforto, seus textos sobre política, no seu flog, têm a minha preferência.
E eu lembro em quem votei. xD
Pois é o texto está muito bom, porém quero fazer vcs pensarem em quem votaram, pelo menos se esses políticos fazem parte dessa corja corrupta ou é coligado a eles, pensem muito antes de votar neles novamente, se não vcs vão estar contribuindo para que eles e outros continuem tirando de todos nós brasileiros o direito de sermos realmente felizes. Agindo dessa forma, vamos contribuir para que corruptos voltem a se elegerem. Não perrmitam que políticos como Fernando Collor voltem à política depois de ter matado a própria mãe, o irmão , entre outros e de ter metido a mão do que realmente é nosso, pois somos nós como os impostos que pagamos, que engordamos o cofre dessa nação e se mal administrado, o deles tb, infelizmente!
Glace Pimentel
eu vtei mas nao lembro
[
se isso te serve de aleria ou de tristeza
=]
nãofique bravo
O estado de dormência se deve à opinião quase unânime de que "não tem mais jeito" "política = safadeza" e etc. Esses jovens não acreditam mais em política pô. Não se interessam, se fecham, ignoram, porque acreditam que não há mais o que se fazer.
Se conformaram com o fato de pagar duas vezes( impostos + serviços particulares) por educação, saúde, segurança e tudo o mais.
Vc conhece os interiores do RN, né, Victor? Conhece a política de lá? Eu fico possessa com a política de Santana do Matos. Eles roubam mesmo, o povo sabe mesmo, e não faz nada mesmo. E se vc pergunta, dizem que "é assim mesmo."
Arrrrgh. O jeito é se candidatar.
Beijos,
Nati Guimarães
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