Acabei de assistir pela televisão o pronunciamento de Hillary Clinton desistindo da indicação democrata nas eleições á presidência dos Estados Unidos deste ano.O vitorioso do round inicial dessa guerra foi o atual senador Barack Obama; um afro-descendente com parentes no oriente médio (e com um Hussein no nome), que será o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos indicado por um partido grande; o partido Democrata.
HILLARY CLINTON
Confesso que sempre tive mais simpatia pela candidatura de Hillary.
Gosto da idéia muito mais pelo fato da ex-primeira dama ser uma mulher do que por qualquer outra virtude política que ela tenha.
Achava (e ainda acho) que é hora de uma grande nação mundial experimentar um governo com uma perspectiva política diferente; um governo feminino; sensível, preocupado e comprometido em equilibrar a existência humana com os recursos naturais da Terra, preocupado com o nosso futuro.
Coisa de mulher, coisa de mãe.
BARACK OBAMA
Mas quem ficou com a indicação do partido democrata e vai disputar a presidência dos EUA foi Barack Obama.
Obama é aquilo que se pode chamar de fenômeno político.
Passou, em menos de um ano, de Senador de atuação discreta (mas contundente), á grande articulador político, conquistando apoio de grandes nomes da política americana e mais de 20 milhões de votos em uma prévia eleitoral.
Ainda sim sua melhor qualidade foi ter conseguido levar esperança (e espírito de mudança – quem diria) a uma nação americana desacreditada, frustrada diante de uma administração desastrosa que endividou os cofres públicos e gera uma recessão econômica poucas vezes vista na história daquele país.
Tudo isso sendo negro, num país em que a cor da pele determina muita coisa.
Não consigo lembrar de ter visto os americanos tão engajados como agora. A prova disso é que o número de voluntários e votos nessas prévias eleitorais foi recorde.
INSPIRAÇÃO
Tomara que essa vontade de mudar embale e inspire a política brasileira. Tomara que o povo desse país de bandeira verde e amarela lembre que, sim, nós também podemos.
Podemos fazer um país melhor; um país mais justo; mais desenvolvido; mais honesto, mais, mais e mais.
Matéria prima por aqui não falta.
Veja o vídeo da campanha de Obama
chamado Yes, We Can
chamado Yes, We Can

2 comentários:
Adorei seu espaço Vítor... passei só pra dar uma olhadinha e acabei ficando, ficando, leeennddoooo ótimos textos.... Parabéns pelo seu talento! Abção!!!
Esse vídeo da campanha de Obama é absolutamente lindo. Mas, tenho que discordar de você quando fala de um possível governo de Hilary Clinton. Uma vitória de Obama contra o candidato republicano representará uma mudança de perspectiva política tanto quanto se a vitória nas prévias tivesse sido da Senadora Clinton. Também acho que as mulheres precisam chegar ao poder com urgência para mostrar a todas as mulheres que, "sim, elas podem!". Mas, é bom ficar de olhos abertos. O fato de ser mulher não significa que ela fará um governo "sensível, preocupado e comprometido em equilibrar a existência humana com os recursos naturais da Terra, preocupado com o nosso futuro". "Coisa de mulher, coisa de mãe" muito mais que libertar as mulheres, as aprisionam em estereótipos machistas e patriarcais extremamente castradores. Mesmo se ela for senadora pelo estado de Nova York e ex-pré-candidata do Partido Democrata às eleições dos Estados Unidos.
Aqui pelo Brasil, estou apostando, já há algum tempo, em uma mulher chegando com muita força nas próximas eleições. Não precisa nem ser Mãe Dinah prá fazer a previsão, né? Não é minha candidata preferida, mas, uma mulher no poder fará bem às mulheres de maneira geral.
(Espero não queimar a língua!)
No mais, você sabe como eu gosto quando os seus textos tratam de política. Me dão a oportunidade de discutir.
Abraço!
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