quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Texto - Cirurgia de Lipoaspiração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
" Cuide bem do seu amor, seja ele quem for "
(Texto de Herbert Viana)
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Sobre a Ética
Segundo o Winkpédia,“a ética é julgamento do caráter moral de uma determinada pessoa”. Seu principal objetivo “é determinar o que é bom, tanto para o indivíduo como para a sociedade”.
Traduzindo, a ética é a ferramenta social que nos permite julgar se algo é bom ou ruim, certo ou errado, sem levar em conta os parâmetros da Lei formal.
- É aí que mora o perigo.
Por causa da sua fundamentação em regras subjetivas/pessoais, os julgamentos éticos são, na maioria das vezes, injustos.
Injustos, pois estão a mercê das nossas intempéries, humores, conveniências, chateações, afinidades etc, etc, etc.
Mais fácil e mais eficaz do que a ética é a filosofia do “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”.
Ou seja: se você se incomoda com brincadeiras, não as “tire”; se não gosta de grosseria, não seja grosseiro; se não reage bem a críticas, não critique; se não tolera mentiras nem traições, não minta nem traia; se detesta falsidade, evite cochichos; se não quer levar patada, não dê patada; se exige respeito; tenha respeito.
- A lógica é simples, eu chamaria até de básica, e funciona bem para danado.
Agindo desse jeito, creio eu, a gente termina achando menos coisas “ridículas” e exigindo menos da “conduta” dos outros.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Internet Wi Fi e Motel
Pois é. O mundo anda meio esquisito.terça-feira, 24 de junho de 2008
Morte e Preconceito
Nesses últimos dias a veiculação de duas notícias me chamaram atenção.Ou seja, não é falta de informação. É preconceito puro.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Abre o olho moçada!
Em tempos de pré-campanha eleitoral, tenho amadurecido uma constatação preocupante:- uma parcela significativa (para não dizer a maioria) dos jovens entre 20 e 25 anos, não tem a mínima noção da importância da política em suas vidas -
Como prova do que digo, proponho um teste: quantas pessoas, com o perfil citado no parágrafo acima, se lembram do voto da última eleição (2006) que elegeu presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais? (quantos lembram que tiveram que votar para todos esses cargos?)
Se 50% das pessoas entre 20 e 25 anos que leram esse texto responderem corretamente essa pergunta, eu tô satisfeito.
Não pretendo achar explicações para esse descompromisso, elas existem aos montes; o escândalo do uso indevido dos cartões corporativos pelos Governos Federais, a descoberta de esquemas de tráfico de influência de pessoas ligadas ao governo – leia-se propina - na contratação de serviços de saúde são apenas alguns dos exemplos que aparecem todo dia no jornal.
Mas sou da turma que gosta de agir, não de reclamar.
Se liga, galera!
Pense comigo, se o futuro de uma sociedade que, quando jovem, não leva política a sério já é complicado imagine o futuro de uma sociedade que, quando jovem, faz de conta que a política não existe.
Falar de assuntos como violência, sexo, festas, música, namoros, novelas, birita, celular, filmes é ótimo, mas prestar atenção no que acontece à sua volta e tem conseqüência direta na sua vida é IMPRESCIDÍVEL. (sim; prestar atenção no que acontece a sua volta é sim uma atitude política)
É quase um dever de casa.
Podem dizer que é cafona, piegas, retrógrado e o escambau, mas juro que preferia quando falavam - e a agente acreditava - que os jovens eram o futuro da Brasil; pelo menos havia uma implicação. Hoje em dia, nem isso.
Tenho impressão de que nem essa história de “comprar” comportamentos e modos de agir e pensar, que faz muito sucesso com essa minha turma, rola quando o tema é política. Neste caso o diagnóstico é dormência total.
E ao contrário do que dizem pensar e agir políticamente não é difícil.
Estar bem informado sobre o mundo ao redor, que não seja o seu particular, já é um bom começo.
sábado, 7 de junho de 2008
Sim, nós (também) podemos
Acabei de assistir pela televisão o pronunciamento de Hillary Clinton desistindo da indicação democrata nas eleições á presidência dos Estados Unidos deste ano.O vitorioso do round inicial dessa guerra foi o atual senador Barack Obama; um afro-descendente com parentes no oriente médio (e com um Hussein no nome), que será o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos indicado por um partido grande; o partido Democrata.
HILLARY CLINTON
Confesso que sempre tive mais simpatia pela candidatura de Hillary.
Gosto da idéia muito mais pelo fato da ex-primeira dama ser uma mulher do que por qualquer outra virtude política que ela tenha.
Achava (e ainda acho) que é hora de uma grande nação mundial experimentar um governo com uma perspectiva política diferente; um governo feminino; sensível, preocupado e comprometido em equilibrar a existência humana com os recursos naturais da Terra, preocupado com o nosso futuro.
Coisa de mulher, coisa de mãe.
BARACK OBAMA
Mas quem ficou com a indicação do partido democrata e vai disputar a presidência dos EUA foi Barack Obama.
Obama é aquilo que se pode chamar de fenômeno político.
Passou, em menos de um ano, de Senador de atuação discreta (mas contundente), á grande articulador político, conquistando apoio de grandes nomes da política americana e mais de 20 milhões de votos em uma prévia eleitoral.
Ainda sim sua melhor qualidade foi ter conseguido levar esperança (e espírito de mudança – quem diria) a uma nação americana desacreditada, frustrada diante de uma administração desastrosa que endividou os cofres públicos e gera uma recessão econômica poucas vezes vista na história daquele país.
Tudo isso sendo negro, num país em que a cor da pele determina muita coisa.
Não consigo lembrar de ter visto os americanos tão engajados como agora. A prova disso é que o número de voluntários e votos nessas prévias eleitorais foi recorde.
INSPIRAÇÃO
Tomara que essa vontade de mudar embale e inspire a política brasileira. Tomara que o povo desse país de bandeira verde e amarela lembre que, sim, nós também podemos.
Podemos fazer um país melhor; um país mais justo; mais desenvolvido; mais honesto, mais, mais e mais.
Matéria prima por aqui não falta.
chamado Yes, We Can
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Natal: Uma montanha russa apontando para o futuro
Se eu pudesse escolher uma imagem para ilustrar o atual momento da política do Rio Grande do Norte, em especial a de Natal, essa imagem seria uma Montanha Russa.Nunca, em sua história recente, os potiguares viram uma pré-temporada eleitoral tão animada.
O ano ainda nem chegou na metade e o noticiário político da cidade já foi tomado por manchetes anunciando alianças políticas improváveis, ex-inimigos juntos em prol de uma candidatura de terceiros, acordos locais costurados em outros estados, picos de pressão, etc, etc, etc.
No entanto esse sobe e desce de emoções (e interesses) esconde um perigo real. O perigo de que a discussão sobre o crescimento sustentável da capital potiguar fique em segundo plano.
PROBLEMAS REAIS X DISCUSSÃO PRAGMÁTICA
Natal vive um momento cautelar. A cidade, que até pouquíssimo tempo se gabava da qualidade e estilo de vida de seus habitantes, nos últimos anos, por causa do desenvolvimento de seu potencial urbano, começa a sofrer os problemas das grandes metrópoles brasileiras.
O trânsito está um caos, o abastecimento de água potável está comprometido, o meio ambiente e o ar estão em risco, os depósitos públicos de lixo estão operando perto da capacidade máxima, só para citar alguns dos itens da lista de problemas que ainda engloba questões relativas a segurança pública, saúde, educação e moradia.
O mais grave: a tendência é piorar.
Se esses assuntos não forem tratados agora (e de forma séria), nós, natalenses, corremos o risco de, muito em breve, vivermos - para parafrasear meu colega blogueiro Marcelo Tas (visite o blog de Marcelo) - em um “gigantesco monstro devorador de gente e tempo”.
CRESCIMENTO URBANO X QUALIDADE DE VIDA
Não é impossível crescer e manter a qualidade de vida. Taí Paris, Londres, Amsterdã, e - mais por aqui por perto -, Curitiba e Florianópolis, que não me deixam mentir. Mas isso exige planejamento e comprometimento público.Nosso Edis têm que saber disso!
Mais ainda. Essa tem que ser a tônica da discussão eleitoral deste ano, sob a pena de perdemos o que Natal têm de melhor; a certeza de que vivemos em uma cidade onde notícias como a morte de uma menina de seis anos atirada pela janela, a queda de um avião de passageiros no perímetro urbano e engarrafamentos de centenas de quilômetros sejam coisas que acontecem bem longe da nossa porta.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Política, a arte do possível
Ultimamente o comentário de todas as rodas políticas do país é a pergunta feita pelo Senador José Agripino (DEM/RN) à Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na abertura da Comissão de Infra-estrutura do Senado.O senador Democrata tentou relacionar as mentiras contadas por Dilma na época da ditadura (período em que a petista participou da guerrilha brasileira sendo presa e torturada) às suas atitudes enquanto Ministra.
Um desastre!
DEMOCRACIA X DITADURA
No afã de manchar a imagem de Dilma, que nos bastidores políticos é conhecida por sua competência administrativa, Agripino - cujo perfil político e pessoal pode ser melhor visualizado nesse texto - se esqueceu do perigo que é traçar paralelos entre ditadura e democracia, mesmo em paises como Brasil, onde esta instituição ainda engatinha, sendo, por muitas vezes, duramente questionada.
Resultado: levou uma (bela) patada!
Veja a resposta de Dilma
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EMBATE POLÍTICO X JOGO SUJO
A atitude de Agripino não tem nada haver com a dureza natural dos embates políticos - principalmente quando eles acontecem entre oposição e situação. Não passa, na verdade, de um exemplo, dos mais autênticos, do que na linguagem popular é conhecido como “jogo sujo”.
- É nesses momentos que a gente entende porque brasileiro não “dá a mínima” para a política.-
Mas política não é isso!
POLÍTICA DO COTIDIANO
Política é um exercício diário e comum. Ela tem haver, essencialmente, com o bem estar coletivo; com uma vida melhor.
Ou seja, quando a gente vai falar com o síndico sobre o lixo que fica acumulado na porta do edilício, está fazendo política; quando conversa com o diretor da escola sobre a qualidade das aulas, está fazendo política; quando separa o lixo para reciclagem, também está fazendo política.
CONSCIÊNCIA E UM PAÍS MELHOR
A consciência da população sobre essa política do dia-a-dia é passo fundamental na construção de um país melhor.
O resto é conseqüência.
"A política é a arte do possível.
Toda a vida é política"
Cesare Pavese
domingo, 27 de abril de 2008
Esportes - derrota nem sempre é sinônimo de perda

Acho o esporte fundamental para o desenvolvimento humano. Além de fazer bem à saúde, ele é, muitas vezes, o palco inicial para enfrentamento de situações presentes em toda nossa vida.
Para quem se dedica, é inevitável que em determinado momento esporte vire jogo.
Nessa hora é preciso lidar com questões como competitividade, cobrança, rendimento responsabilidade, derrotas, etc, etc, etc
Em parte isso é bom. Ajuda na formação do caráter, personalidade, maturidade. No fundo é um teste para o que vai acontecer mais na frente.
Em parte isso é ruim. Porque as tramas do "jogo" são sedutoras demais; principalmente, quando estão a serviço incondicional da vitória/sucesso. Tem muita gente que "perde a cabeça" no processo. Vencer se torna a única coisa importante.
Não é!!
Derrota também pode ser sinônimo de aprendizado/prazer e, às vezes, até sucesso.
Com ela a gente percebe que não é onipotente, onisciente, infalível, sempre constante, sempre confiante. Percebe também, e principalmente, que é de "carne e osso".
Essa percepção é a melhor coisa do esporte - devia também ser seu objetivo principal.
Com ela somos capazes de rir mais, ser mais felizes, mais leves, compartilhar mais, pedir mais ajuda - sem culpa, nem medo - dividir inseguranças, partilhar habilidades e outras tantas coisas boas.
Isso também é ser vitorioso. Vitorioso na vida!
Mas esse é um tipo de vitória que só se conquista quando o "jogo" é secundário.
Eu, particulamente, sou turma do "no games, just sports".
sábado, 19 de abril de 2008
Caso Isabella / Comoção Pública
Uma confissão: a morte de Isabella não me emocionou. Não tanto quanto a maioria das pessoas. Conheço gente que chorou vendo fotos de Isabella com a mãe.
Não consegui. Tudo me pareceu distante demais.
Não vejo isso como frieza. Pelo contrário. Me estranha a capacidade das pessoas em se comoverem com histórias pouco próximas.Por outro lado, me mobiliza muito mais a história de um amigo que se sente obrigado a sair de casa quando o pai bebe, uma vizinha que apanha do marido, ou o pai que "comeu o pão que o diabo amassou" para sustentar a família e fazer os gostos dos filhos.
Essa proximidade é a fonte das minhas comoções.
E o melhor, com um pouco de boa vontade, você pode estender a mão e ajudar de alguma forma.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Amenidades

Eu adoro climas amenos.
As temperaturas “baixas” e umidade, juntas, me dão a sensação de poder chegar mais perto de mim.
Tem gente que associa isso a solidão. Não acho que seja o caso.
Estar consigo mesmo, é, de alguma forma, estar acompanhado; acompanhado de sentimentos, impressões, sensações e comportamentos que não estão presentes quando se está em público.
Só que essa lógica fica complicada de entender nesses dias em que as pessoas desaprenderam a ficar acompanhadas de si mesmas; nesses dias de solidão coletiva.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Frases de Impacto

Não sei.
Mas analisando o contexto, acho que as opiniões tem lógica.
Quando escrevo gosto de deixar claras minhas idéias . Tão sólidas como uma experiência tátil; e frases de impacto ajudam muito.
Mas existe uma armadilha nessa "técnica". Ela induz ao "fechamento de questão". Se não estivermos alertas quando a usamos passamos a ser os "caras" que dizem que algo é bom ou ruim, certo ou errado, brega ou chique, bonito ou feio, etecetera, etecetera, etecetera.
Isso é perigoso!
A maioria desses paramêtros está associado a conceitos subjetivos. Por isso, penso eu, que categorizar as coisas dessa maneira é uma uma questão, a maior parte das vezes, de identificação. Dito de outra maneira, uma questão pessoal.
E para que acha quem eu "sou chegado" em frases de impacto, finalizo esse texto com uma "bomba" de uma pimentinha muito mais íntima desse recurso do que eu.
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Elis Regina
quinta-feira, 20 de março de 2008
Novidade
"a novidade veio da praia / na qualidade rara de sereia / metade o busto de uma Deusa maia / metade um grande rabo de baleia" - A Novidade - Gilberto Gil
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Nem todo mundo sabe lidar com novidades.
Eu, pelo menos, não sei - descobri isso outro dia.
O mais confuso é a inversão de papéis.
No meu caso específico, isso fica expresso na sensação de não ter "know-how" ou "felling" para determinados comportamentos; de se sentir incapaz de conduzir uma história por falta de competência; de ser um amador.
É como estar-se perdido em um ambiente novo, cujo medo do "não saber fazer", do "não ser bom", é maior do que a intriga da descoberta.
Pior ainda quando os instintos não ajudam!
Seja o que Deus quiser!
