Se eu pudesse escolher uma imagem para ilustrar o atual momento da política do Rio Grande do Norte, em especial a de Natal, essa imagem seria uma Montanha Russa.Nunca, em sua história recente, os potiguares viram uma pré-temporada eleitoral tão animada.
O ano ainda nem chegou na metade e o noticiário político da cidade já foi tomado por manchetes anunciando alianças políticas improváveis, ex-inimigos juntos em prol de uma candidatura de terceiros, acordos locais costurados em outros estados, picos de pressão, etc, etc, etc.
No entanto esse sobe e desce de emoções (e interesses) esconde um perigo real. O perigo de que a discussão sobre o crescimento sustentável da capital potiguar fique em segundo plano.
PROBLEMAS REAIS X DISCUSSÃO PRAGMÁTICA
Natal vive um momento cautelar. A cidade, que até pouquíssimo tempo se gabava da qualidade e estilo de vida de seus habitantes, nos últimos anos, por causa do desenvolvimento de seu potencial urbano, começa a sofrer os problemas das grandes metrópoles brasileiras.
O trânsito está um caos, o abastecimento de água potável está comprometido, o meio ambiente e o ar estão em risco, os depósitos públicos de lixo estão operando perto da capacidade máxima, só para citar alguns dos itens da lista de problemas que ainda engloba questões relativas a segurança pública, saúde, educação e moradia.
O mais grave: a tendência é piorar.
Se esses assuntos não forem tratados agora (e de forma séria), nós, natalenses, corremos o risco de, muito em breve, vivermos - para parafrasear meu colega blogueiro Marcelo Tas (visite o blog de Marcelo) - em um “gigantesco monstro devorador de gente e tempo”.
CRESCIMENTO URBANO X QUALIDADE DE VIDA
Não é impossível crescer e manter a qualidade de vida. Taí Paris, Londres, Amsterdã, e - mais por aqui por perto -, Curitiba e Florianópolis, que não me deixam mentir. Mas isso exige planejamento e comprometimento público.Nosso Edis têm que saber disso!
Mais ainda. Essa tem que ser a tônica da discussão eleitoral deste ano, sob a pena de perdemos o que Natal têm de melhor; a certeza de que vivemos em uma cidade onde notícias como a morte de uma menina de seis anos atirada pela janela, a queda de um avião de passageiros no perímetro urbano e engarrafamentos de centenas de quilômetros sejam coisas que acontecem bem longe da nossa porta.

Um comentário:
É!!! Nós precismos aprender a votar nesse país e nessa cidade e escolher o menos ruim. kkkkkkkkkkkkkkk. Por enquanto é isso que nos resta.
Glace Pimentel
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