Tem gente que só associa a influencia negra na música brasileira a ritmos como samba.
Não é bem assim.
O swing da turma de pele escura também inspirou outros estilos musicais ( genuinamente e não genuinamente brasileiros)
O Funk é um desses casos.
Criado nos Estados Unidos em meados dos anos trinta, a palavra Funk surgiu como um adjetivo que descrevia uma maneira de tocar mais lenta, solta e principalmente mais dançante.
- Now, put some stank funk on it!", (algo como "coloque mais 'funk' nisso!") diziam os jazzistas daquela época.
Mais tarde esse "jeito de tocar" cresceu, emancipou-se e se tornou ritmo próprio.
Não é bem assim.
O swing da turma de pele escura também inspirou outros estilos musicais ( genuinamente e não genuinamente brasileiros)
O Funk é um desses casos.
Criado nos Estados Unidos em meados dos anos trinta, a palavra Funk surgiu como um adjetivo que descrevia uma maneira de tocar mais lenta, solta e principalmente mais dançante.
- Now, put some stank funk on it!", (algo como "coloque mais 'funk' nisso!") diziam os jazzistas daquela época.
Mais tarde esse "jeito de tocar" cresceu, emancipou-se e se tornou ritmo próprio.
O FUNK NO BRASIL
No ínicio dos anos 70, o Funk desembarca em solo brasileiro, mais fortemente no Rio de Janeiro.
"De braços abertos sobre a Guanabara" o ritmo sobe os morros cariocas e ganha características particulares, ligadas a cultura e a malandragem carioca. (Características negras, principalmente)
O Som fica mais "malemolente" e percussivo.
- Coisa de "cão vira-lata" que nem a gente.

Tim Maia, Sandra de Sá, Banda Back Rio são os grandes representantes do Funk Brazuca dessa época.
No ínicio dos anos 70, o Funk desembarca em solo brasileiro, mais fortemente no Rio de Janeiro.
"De braços abertos sobre a Guanabara" o ritmo sobe os morros cariocas e ganha características particulares, ligadas a cultura e a malandragem carioca. (Características negras, principalmente)
O Som fica mais "malemolente" e percussivo.
- Coisa de "cão vira-lata" que nem a gente.

Tim Maia, Sandra de Sá, Banda Back Rio são os grandes representantes do Funk Brazuca dessa época.
Mas o Funk que me chamou atenção foi o de uma turma mais nova: o Funk como le gusta.
No meio dessa sexualidade exagerada que virou o funk nos anos 2000, os caras resgataram o que o ritmo tem de melhor; esse jeito mais lento, solto e principalmente mais dançante de tocar. Nada haver com o créu.
Fica mais claro ouvindo.

2 comentários:
Nossa Vitão,pesquisou mesmo, heim!!! Adorei o texto e o assunto e a forma como vc escreveu, muito gostoso de ler, um texto bem suave. Vc está cada vez melhor. Fique com Deus e muitas bençãos do céu pra ti.
Glace Pimentel
(amiga, tia e fã)
Ah, o bom e velho (e esquecido) funk de James Brown! ^^ "Nada a ver com o créu", com certeza.
Eu tenho dificuldade em diferenciar do Jazz! Não reconheço sozinha. Mas a qualidade de ambos é notável.
Adorei o blog, Victor! Vou ler mais.
Adoro as imagens que vc coloca nos posts. São muito bem selecionadas!
Parabéns principalmente pelos textos.
Beijos!
Nati Guimarães
Postar um comentário