quarta-feira, 21 de maio de 2008

Novo espaço – Antena Musical

Estou criando mais um espaço neste blog.

Agora além dos textos opinativos - que vão continuar pintando por aqui com a mesma regularidade de sempre - periodicamente, eu também vou postar letras, vídeos, áudios e impressões sobre músicas que ando escutando.

É uma tentativa de tirar um pouco do "som que tem na minha cabeça".

Espero que vocês se divirtam e participem da brincadeira.

ESTRÉIA
Escolhi inaugurar o espaço falando de dois sambas que não saem do meu player há mais de 4 meses; Samba Meu, e O Homem Falou, ambos gravados por Maria Rita em seu último disco, Samba Meu (2007).

NOVOS TALENTOS
Samba Meu, de Rodrigo Bitencourt (veja o myspace de Rodrigo), é um samba leve, delicado e honesto que até pouco tempo eu não conhecia. É um dos achados do repertório de Maria Rita, que desde o primeiro disco tem aberto espaço para composições de artistas dessa nova geração com ótimo trabalho e pouco espaço na mídia como Rodrigo Maranhão, Cláudio Lins, Fred Martins entre outros.

Samba Meu
O meu samba vai curar teu abandono
O meu samba vai te acordar do sono
Meu samba não quer ver você tão triste
Meu samba vai curar a dor que existe
Meu samba vai fazer ela dançar
É o samba certo pra você cantar

O meu samba é de vida e não de morte
Meu samba vem pra cá e traz a sorte
E celebra tudo o que é bonito
Meu samba não despreza o esquisito
Meu Samba vai tocar no infinito
Meu Samba é de bossa e não de grito

Meu Samba, defendi com alegria
Deixe que a noite vadia
Vai saber lhe coroar
Deixo entregue aos bambas de verdade
Que estão nos morros da cidade
Peço a benção pra passar
Deixo entregue aos bambas de verdade
Que estão nos morros da cidade
Peço a benção pra passar

Escute a canção


TALENTO RECONHECIDO, MÚSICA NEM TANTO
A segunda canção, O Homem Falou, é uma das canções mais injustiçadas do repertório do mestre Gonzaguinha. Sua letra traduz, com o bom humor, inteligência e sagacidade que só um compositor moleque como Gonzaguinha conseguia ter, a empolgação da preparação de um desfile de carnaval.

Uma obra prima!

O Homem Falou
Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão...
Pode chegar
Que a casa é grande
E é toda nossa
Vamos limpar o salão
Para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia
Da nossa evolução
Da unidade vai nascer
A nova idade
Da unidade vai nascer
A novidade...

E é prá chegar
Sabendo que a gente tem
O sol na mão
E o brilho das pessoas
É bem maior
Irá iluminar nossas manhãs
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã...

Não vamos deixar
Ninguém atrapalhar
A nossa passagem
Não vamos deixar ninguém
Chegar com sacanagem
Vambora que a hora é essa
E vamos ganhar
Não vamos deixar
Uns e outros melar...

Oô eô eá!
E a festa vai apenas
Começar
Oô eô eá!
Não vamos deixar
Ninguém dispensar
O Homem Falou

Escute a versão de Selma Reis

segunda-feira, 19 de maio de 2008

“Descreves tua aldeia e serás universal” - Tolstoí

Alguns aspectos da cultura social do RN me deixam injuriado. Uma deles é a mania de estrangeirismo do nosso povo. A lógica estabelecida é de que “tudo que é de fora é melhor” e “tudo que se fez aqui é menor”.

Isso ta errado!

ANNA FERNANDEZ
Semana passada, tive o prazer de conhecer uma cantora/compositora – compositora/cantora (acho a inversão dessa oredem faz a maior diferença) - potiguar que há mais de dez anos saiu do estado para tentar a sorte em palcos paulistas; o nome dela é Anna Fernandez (se pronuncia Fernandêz).

Nosso papo foi ótimo. Sentada aqui na sala da minha casa, Anna me contou um pouco sobre sua a história musical – que não é pequena - e suas experiências como artista potiguar/nordestina em São Paulo.

DESCOBERTAS
São mais de 15 anos de batalha e vitórias importantes. Anna, que eu conheci através da minha tia (maior freqüentadora e incentivadora desse blog), é a única artista potiguar, que eu conheço, com um prêmio Sharp - uma espécie de Grammy brasileiro dos anos 90 -. Teve composições gravadas por artistas consagrados como Elymar Santos, Roberta Miranda, Elba Ramalho e Caju e Castanha (dupla de repentistas muito conhecida lá pelas bandas do sul) e atualmente trabalha em um cd de inéditas para ser lançado no Japão.

Em suma: uma mulher arretada!

LAR X OPORTNIDADES
Apesar de considerar Anna uma vencedora em sua trajetória musical, uma coisa na sua história me entristece. Muita gente daqui – inclusive eu, até dois meses atrás - desconhece seu trabalho. Pior, sequer tem acesso a ele. As lojas não vendem os discos, a maioria das rádios não toca as músicas, o espaço para divulgação e realização de shows é restrito e a lista de “contras” continua quase que infindável.

Essa barreira entre arte e público não acontece só com Anna. É assim também com artistas e grupos talentosíssimos como Khrystal, Valéria Oliveira, Simona Talma, Perfume de Gardênia, Lane Cardoso entre outros, só para citar alguns nomes dessa geração mais nova.

Como fazer sucesso em outras aldeias se o povo da sua própria, que compartilha das mesmas referências culturais que você, não se interessa pelo seu trabalho?

Por essas e outras que eu entendo a decisão de Anna e outros artistas potiguares que escolheram fazem carreira fora do RN.

É uma pena. No fim das contas quem perde somos nós.

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Escute uma canção de Anna e tire suas próprias conclusões

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Alegria pelos outros - (só faltou o 10)

Recentemente duas pessoas próximas tiveram conquistas pessoais importantes. Cada um, a sua maneira, mereceu a vitória.

Um deles, grande amigo, é um dos seres-humanos mais inteligentes que eu conheço. Ele é a prova viva de que erudição e simpatia podem, sim, conviver, juntos, sob um mesmo ego. Seu triunfo me deixa particularmente feliz, pois é o registro de sua capacidade (tantas vezes questionada por ele mesmo). Seu troféu, um emprego público, ratifica o homem que ele é!

O outro, parceiro das horas festivas, também se destaca pela inteligência. Desde (muito) cedo se mostrou prodígio nas ciências lógicas e estratégicas. Não lembro de vê-lo muitas vezes no papel de coadjuvante de sua vida. Pelo contrário, sempre atuou como protagonista (galã). Seu troféu, também um emprego público, dá maior solidez ao homem que ele pode vir a ser.

Mas nem tudo são confetes. Outro amigo, o que, dos três, mais se dedicou à batalha, (*) ficou pelo meio do caminho .

Com ele compartilho a experiência das minhas próprias derrotas. Com a cabeça no lugar e, as amarras certas nas emoções, perder foi essencial para construção dos meus muros - imprescindíveis na vida social - e conquista da maturidade que me faz um homem melhor.

Que venham outros desafios!!

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Dedicatória
Dedico esse texto a todos os meus amigos, em particular a Fernando, Igor e Carlos.

(*) mudança sugerida por Mariana Catão.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Política, a arte do possível

Ultimamente o comentário de todas as rodas políticas do país é a pergunta feita pelo Senador José Agripino (DEM/RN) à Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na abertura da Comissão de Infra-estrutura do Senado.

O senador Democrata tentou relacionar as mentiras contadas por Dilma na época da ditadura (período em que a petista participou da guerrilha brasileira sendo presa e torturada) às suas atitudes enquanto Ministra.

Um desastre!

DEMOCRACIA X DITADURA
No afã de manchar a imagem de Dilma, que nos bastidores políticos é conhecida por sua competência administrativa, Agripino - cujo perfil político e pessoal pode ser melhor visualizado nesse texto - se esqueceu do perigo que é traçar paralelos entre ditadura e democracia, mesmo em paises como Brasil, onde esta instituição ainda engatinha, sendo, por muitas vezes, duramente questionada.

Resultado: levou uma (bela) patada!

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Veja a resposta de Dilma

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EMBATE POLÍTICO X JOGO SUJO
A atitude de Agripino não tem nada haver com a dureza natural dos embates políticos - principalmente quando eles acontecem entre oposição e situação. Não passa, na verdade, de um exemplo, dos mais autênticos, do que na linguagem popular é conhecido como “jogo sujo”.

- É nesses momentos que a gente entende porque brasileiro não “dá a mínima” para a política.-

Mas política não é isso!

POLÍTICA DO COTIDIANO
Política é um exercício diário e comum. Ela tem haver, essencialmente, com o bem estar coletivo; com uma vida melhor.

Ou seja, quando a gente vai falar com o síndico sobre o lixo que fica acumulado na porta do edilício, está fazendo política; quando conversa com o diretor da escola sobre a qualidade das aulas, está fazendo política; quando separa o lixo para reciclagem, também está fazendo política.

CONSCIÊNCIA E UM PAÍS MELHOR
A consciência da população sobre essa política do dia-a-dia é passo fundamental na construção de um país melhor.

O resto é conseqüência.

"A política é a arte do possível.
Toda a vida é política"
Cesare Pavese

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Gilberto Gil, o Ministro

Hoje conheci Gilberto Gil. Uma alegria imensa. De todos os grandes nomes da Música Popular Brasileira sempre me senti mais próximo da obra e discurso de Gil.

Me encanta seu virtuosismo musical, suas “sacadas” como compositor e, acima de tudo, seu desprendimento artístico.

Gil vai do "luxo ao lixo" em segundos, sem nenhum pudor. Foi sambista, tropicalista, roqueiro, politizado, embarcou na onda disco, gravou forró, axé, merengue, voz e violão, eletroacústico, etc.etc.etc. Tudo com o maior sorriso no rosto e satisfação do mundo.

Sua frase mais comovente é: “eu gosto de gostar”.

Genial!

ARTE X POLÍTICA
Mas quem eu encontrei hoje não foi o Gil artista, mas sim o Gilberto Gil político.

Por esse aí, confesso, eu não morria de amores. Me parecia meio aluado. Aquele tipo de pessoa que não fala coisa-com-coisa; abstrato e espiritualizado demais para o pragmatismo exigido pela política.

Me surpreendi.

(*)"Ate que nem tanto esotérico assim"

INVERTENDO PAPÉIS
De repente estava em diante de um político articulado, perspicaz e antenado. Boas opiniões, idéias, idem, e discurso consistente.

Como não sobrou muita coisa para mim diante da descoberta, decidi ser eu o “aluado”.

O resultado foi essa foto aí --->

Adorei!

Foi uma ótima oportunidade de praticar a filosofia do não se leve a sério demais.

É isso!


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(*) Idéia roubada do meu amigo João. Quem quiser saber mais, o link para seu blog é: http://anjoexterminado.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Em defesa do Axé

Recentemente um exemplo que eu usei para ilustrar um dos textos deste blog foi mal recebido por um dos meus leitores (que bom que eu tenho leitores!!!)

Eu falava de mistura musical e citei Luis Caldas.

Segundo meu leitor “Luiz Caldas, Rei do Axé, não é sinônimo de qualidade (...) É a mania de Axé de alguns brasileiros. A mídia condiciona a isto. ”

Essa história de “mania de axé” e "mídia condiciona" me incomodou muito - como um fiapo de manga preso entre os dentes.

Eu gosto de axé, sim. E não é (só) por causa da mídia.

LUIS CALDAS
Por causa da bendita frase fui atrás de saber um pouco mais sobre Luis Caldas e descobri que sua arte não é das piores.

(*)Seu último disco é MELOSOFIA onde ele homenageia vários pensadores da humanidade.

Mais...
Ele sobrevive artisticamente dos restos mortais do fricote (ritmo do pega ela aí, pega ela aí / pra que ?/ pra passar batom / que cor ? / violeta / na boca e na bochecha), e das sobras da industria do carnaval, dominada por artistas com mais dinheiro e espaço na mídia.

É reconhecidamente um grande instrumentista, e, em seu último show aqui na minha cidade, me impressionou por sua versatilidade musical.

Mas esqueçamos Luis Caldas. Não é dele que eu vim falar.

Quem está na berlinda é o axé!!!

AXÉ DE COISAS BOAS E COISAS RUINS
Assim como qualquer outro gênero musical o axé tem coisas boas e coisas ruins. O grande problema desse estilo é que, por causa de sua vocação indiscutível para alegria, ele foi, mais do que qualquer outro, associado à indústria do entretenimento e carnaval.

Resultado: Quando se paga por um show de axé, compra-se também o “divertimento fácil” – e a reputação/comportamento da maioria dos consumidores desse tipo de produto.

No fundo as pessoas pagam só para “se divertir”, não para escutar a música – e (também) se divertir.

Esse tipo de "negócio" empobrece a expressão artística, mas em sí ela não é pobre. Pelo contrário, ela bebe de uma fonte cultural rica e maravilhosa, que é a cultura negra brasileira; em especial a cultura negra da Bahia.

LETRA A SERVIÇO DO RITMO
Contudo o ritmo não me parece ser o maior problema na compreensão do axé, mas sim as letras.

Diferente de outros gêneros musicais as letras de axé são concebidas quase que exclusivamente em função do ritmo. Eu diria que as palavras “cantam junto” com os tambores.

Nesse processo o sentido dos textos é deixado de lado. O que predomina é a sua relação com a música (sintaxe). Por isso nada parece ter lógica. Vira um tal de “dandalunda” para cá, “maimbê” para lá, mel rimando com rapunzel para acolá, e assim vai.

Um exemplo típico desse tipo de síntese são as composições de Carlinhos Brow.

- Curioso é que quando isso é levado para MPB (os Tribalistas fizeram isso muito bem) todo mundo acha a coisa mais inovadora do mundo e bate palma entusiasmadamente -

NO FIM DAS CONTAS
Resumindo; assim como a maioria das coisas na vida, o axé não pode ser avaliado a partir dos critérios do bom ou do ruim. Esse é um tipo de pensamento simplista, reducionista e incompatível com qualquer pessoa mais sensata.

É direito de quem quer que seja gostar ou não gostar do estilo. Mas entendê-lo como um tipo de música menor não é justo.

Para quem quer conhecer mais sobre o axé sobre o qual estou falando e considero a maior representação musical de uma expressão cultural recomendo ouvir as músicas de compositores como Jorge Zarath, Jauperi, Carlinhos Bronw, Alain Tavares e Gerônimo.

Uma olhada em algum DVDs de Daniela Mercury também resolve o problema!

E muito axé, para quem quiser!

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E mais fácil entender,
quando se pode ver



(*) A informação foi corrigida pelo produtor Cultural José Dias

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Mestiços, com orgulho

Outro dia escutei de um cantor, cujo sucesso aconteceu no final da década de 80, início da década de 90, a seguinte frase:"a ordem mundial é misturar". Achei aquilo o máximo. Condensava tudo que eu penso sobre música e o modo como se deve fazer música. Genial!!!

O cantor era Luis Caldas.

O show do cara, para minha surpresa, não foi uma sucessão de "fricotes" (ritmo que deu fama a Luis e que tem como principal hino a música "pega ela aí, pega ela aí / pra que ? / pra passar batom / que cor? / violeta, na boca e na bochecha"), mas uma colcha de sons e ritmos bem costurada e diversa.

O repertório foi de Vivaldi (musica clássica e instrumental) a Gonzagão (forró pé-de-serra genuinamente nordestino) .

Não escutei nenhuma reclamação do público, nem mesmo daqueles que esperavam uma apresentação "mais animada".

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Algo parecido aconteceu ontem (30/04) no show de uma artista da minha terra cujo trabalho e talento são "acima da média". O nome dela é Khrystal (assim mesmo, com K, H, R e Y).

Depois de fazer um belíssimo disco que tem o coco espinha dorsal, e que foi elogiado - e bem aceito - pela crítica local e nacional, Khrystal tenta agora se libertar do rótulo de "cantora de coco" que impuseram a ela.


Para isso ela foi cantar samba!

Devo confessar que essa foi uma saída de mestre.

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Embora tenha nascido como "desabafo" de uma minoria (negra) oprimida e marginalizada, assim como o coco, o samba se fez mais popular; "desceu do morro" e caiu no gosto das massas, tendo sua "síntese original" alterada/influenciada pelos mais diferentes estilos musicais e classes sociais.

Foi dessa mistura que nasceram expressões como o Samba Canção, o Samba Rock, o Samba Soul, o Samba Enredo, o Samba Reggae e por aí vai.

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Para Khrystal, o samba, foi o lugar onde ela podia expressar mais livremente a viceralidade/intensidade que marca seu trabalho.

Só que dessa vez teve gente que não gostou!


E ainda bem que não gostou.

Os artistas, principalmente os que estão "começando agora", de modo geral, têm que valorizar todo e qualquer tipo de reação do público, mesmo as negativas. Elas são a prova de que reparam no seu trabalho. Não gostar faz parte.

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Viva um país que, como o Brasil, tem matéria-prima musical suficiente para suprir as mais diversas e plurais misturas, sem que isso implique em perda de identidade cultural.

A miscigenação é a nossa principal marca, e deveria ser nosso maior orgulho. É ela que nos faz tão diferentes, e tão únicos.

Viva também artistas como Khrystal, que mesmo não sendo unânimes, tem coragem e competência de não apelar para rótulos e imprimirem sua marca pessoal na música sem soarem repetitivos ou vazios.

Viva!!!


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Sobre o show de Khystal,
tirem suas próprias conclusões